Fraternidade Nossa Senhora da Apresentação
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
REUNIÃO DA FRATERNIDADE NOSSA SENHOR DA APRESENTAÇÃO E VISITA AO LAE - ENTREGA DE DOAÇÕES.
REUNIÃO FRATERNIDADE NOSSA SEHORA DA APRESENTAÇÃO NATAL , RN - MChFM. E VISTA PARA DOAÇÃO AO LAE.
Bom dia, no dia 25 de setembro a fraternidade
Nossa Senhora da Apresentação esteve reunida na residência de Doroteia Martins
Garcez, em Ponta Negra, onde reunimo-nos com os demais membros para refletir
sobre o que íamos compartilhar neste dia. Iniciamos este momento com a oração e logo em
seguida foi lido o Calendário Religioso Marista após este momento foram dados
os avisos pela nossa coordenadora Conceição para a próximo encontro.
Após este momento Doroteia nos ofereceu um
lanche para todos os presentes. Em seguida nós deslocamos para o LAE – Lar do
Ancião Espirita, para fazer doações de lençóis e toalhas para os internos que
residem o LAE.
Fomos recebidos pela assistente social que nos
levou para conhecer os espaços e ver o trabalho que eles fazem para os internos
do LAE.
A nossa animadora, Conceição Santana de
Oliveira, agradeceu pelo pequeno gesto, dos seus membros de poder colaborar com
LAE.
Natal, 29 de setembro de 2026.
Assessor de comunicação: irineumaciel@hotmail.com
sexta-feira, 8 de maio de 2026
FRATERNIDADE NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO - BEM-AVENTURADO HENRI VERGÈS E COMOANHEIROS MÁRTIRES DA ARGÉLIA.
Um histórico do nosso Ir. Henri Vergès e Companheiros Mártires.
Beato Henri Vergés, Religioso Missionário na Argélia e Mártir
Acostumamo-nos a ver, junto aos santos, as
insígnias do seu martírio ou algo da sua vida: um livro, uma espada, pobres,
etc.. Mas o Ir. Henri veste um sorriso bem aberto, endossa um avental, avança
tendo na mão uma romã e, à sua frente-lado, veem-se quatro jarros. Combina com
que o Papa Francisco diria (aderindo a ele de imediato as ordens e institutos
religiosos, entre eles os Maristas) da “Igreja em saída”, “Igreja do avental”
ou “Igreja Mariana”. Como os outros mártires da Argélia, o Ir. Henri era um
homem comum e corrente que não escolheu ser mártir nem herói, mas,
simplesmente, cristão. Com ele, podemos descobrir a dimensão espiritual na vida
quotidiana. Permaneceu na Argélia por 25 anos, a serviço dos jovens.
O Beato Henri Vergès nasceu em
15 de julho de 1930, em Matemale, na França, na região dos Pireneus Orientais,
aldeia do Capcir, na encosta de Aude, a 1500 metros de altitude. Era o
primogênito dos seis filhos da família de José Vergès e de Matilde Bournet,
modestos camponeses. O pai foi eleito prefeito do povoado. A mãe, totalmente
votada ao lar, sabia dar atenção aos vizinhos pobres. Dessas raízes humanas ele
colheu o sentido do trabalho, da simplicidade, da retidão, da resistência moral
e da partilha.
|
|
|
Henri Vergès ladeado por seu pai, José, e por sua mãe, Matilde. |
Aos 12 anos, deixou os pais para
iniciar o aprendizado da vida marista, primeiro em Espira de l’Agly, perto de
Perpignan, depois em Saint-Paul-Trois-Châteaux, na região provençal Drôme. Fez
a primeira profissão religiosa em 1946, seguida de um ano preparatório ao exame
do diploma elementar, em Notre-Dame de l’Hermitage, perto de Saint-Chamond,
Loire, na casa construída por São Marcelino Champagnat, fundador dos Irmãos.
Henrique começou o apostolado de Irmão professor em outubro de 1947, em
Saint-Geniez-d’Olt, no Aveyron. A saúde não resistiu a um trabalho intenso e a
uma alimentação demasiado frugal. Ele festejou os 20 anos em Osseja, sanatório
perto da sua terra natal. Foi um tempo de aprofundamento de sua vida religiosa.
Em 26 de agosto, Henri emitiu os votos perpétuos como Pequeno Irmão de
Maria. Começou uma nova etapa de educador e professor em diversas escolas do
Ardèche, em Cheylard e Aubenas. De 1958 a 1966, foi vice-mestre dos noviços, em
Notre-Dame de Lacabane, em Corrèze. Com tenacidade de campônio, continuou a
formação até licenciar-se em Filosofia.
Após o Capítulo Geral de 1967-68, do qual participou como delegado de
sua província de origem, o superior lhe pediu que fosse à Argélia. Henri
aceitou de bom grado: há muito tempo que desejava ir às missões. Empenhou-se
resolutamente em estudar o árabe durante as férias de verão em família e
desembarcou em Argel, em 06 de agosto de 1969, festa da Transfiguração.
A sua presença na Argélia, durante 25 anos, conheceu três etapas
principais:
1969-1976: Escola São Boaventura, em Argel. Henri assume a direção
durante seis anos, até a nacionalização.
1976-1988: Em Sour-El-Ghoziane, sobretudo como professor de Matemática.
1988-1994: Argel, Rua Ben Cheneb, no quarteirão da Casbah, como
responsável pela biblioteca frequentada por mais de mil estudantes do Liceu. No
seu gabinete de trabalho, foi assassinado, em 8 de maio de 1994, pouco depois
do meio-dia, com a irmã Paul-Hélène, do Instituto das Irmãs da Assunção.
“O caríssimo Irmão Henri foi testemunha autêntica do amor de Cristo, do
seu despojamento em favor da Igreja e da fidelidade ao povo argelino” (palavras
do Cardeal Duval, nas exéquias, em Nossa Senhora da África, em 12 de maio de
1994, festa da Ascensão do Senhor).
|
|
|
Os amigos e irmãos de missão, a Beata Paul-Hélène e |
|
Os dezenove Beatos Mártires da Argélia. |
Alguns textos de Henri Vergès
A pedido do Ir. Basílio Rueda, Superior Geral, Henri escreveu uma
autobiografia, datada do 1.° domingo do Advento de 1978. A seguir consta a
conclusão dela.
“HISTÓRIA DE AMOR”
Deus e a Virgem Maria sejam louvados por me terem chamado, por me terem
dado a graça da fidelidade muito simples, à qual procuro responder do melhor
modo possível. Obrigado aos meus Irmãos que me permitiram, pela sua própria
fidelidade, às vezes pela sua fraqueza, que eu respondesse melhor ao apelo de
Deus, incluindo alguns que deixaram o Instituto e continuam, para mim, muito
queridos. Mistério... Obrigado aos meus pais, à minha família, a tantos amigos,
sobretudo sacerdotes e religiosos, que me treinaram neste caminho do Amor.
História de Amor que continua: que o Deus fiel nos conserve fiéis. FIAT,
MAGNIFICAT.
Uns dez anos depois, Henri aceitou escrever o seu caminho espiritual “na
casa do Islão”. Termina assim:
Em resumo, foi meu compromisso
marista que me permitiu, apesar de minhas limitações, inserir-me
harmoniosamente em meio muçulmano; a minha vida neste meio, na sua vez, me
realizou mais profundamente, como cristão marista. Deus seja louvado! (Argel,
Natal de 1989).
Por ocasião do Centenário da chegada dos primeiros Irmãos Maristas à
Argélia, em março de 1891, Henri havia desfiado a Maria sua dezena argelina.
Seguem algumas passagens:
Este ano cumpre-se nova etapa: Bab-el-Oued, Casbah. Discretamente
perdidos no meio da multidão, eis-nos aqui, contigo, Maria, junto aos pobres,
junto aos jovens, como presença humilde, sempre querendo estar disponível em
prol da irradiação do teu Filho. E já temos encontros de visitação. Cante-se o
Magnificat.
Não falemos da biblioteca. Já acolhemos mil e tantos jovens. Cercam-nos
dezenas de milhares. Veja-se essa multidão ainda impregnada de fé, mas que
ainda duvida de seu futuro. É uma juventude muitas vezes desamparada do que se
apelida “terceiro mundo”. Mãe nossa, dai que logremos acender nesses jovens
corações a esperança.
O Ribat é um elo de paz. Esse grupo nos acolhe; todos desejam uma
aproximação mais espiritual do Islã e dos muçulmanos, na vivência cotidiana.
Maria, vós caminhais conosco, às vezes na exaltação dessas maravilhas que se
realizam na base, sinal profético, no espírito da fraternidade de Assis, ao
qual se abre a Igreja do vosso Filho.
Alguns apontamentos de Henri que traduzem a sua caminhada espiritual na
última etapa.
Velar sobre esse dom que Deus me faz na singeleza de um olhar de adesão
total, no mais fundo do meu ser, ao que ele quer a todo o momento, em toda a
circunstância: devo ser simples e verdadeiro no amor, na sua presença. Com a
Virgem Maria, eu me restauro e irradio a Eucaristia. (Tibhirine, 17-12-1983.)
Três critérios de apostolado para o Instituto: direcionamento aos mais
pobres, educação marial, apelos da Igreja. (3-4-1984.)
Devo fixar o meu coração em Deus com Maria.
Senhor Jesus, entrego-me a ti para ser oferecido em ti e contigo
totalmente ao Pai, no amor do Espírito Santo. Que a minha vontade seja a do Pai
sobre mim e que ela possa cumprir-se cada dia até o fim. (Varennes-sur-Allier, julho de 1985.)
A Virgem Maria constitui a mais bela expressão do amor divino. A Virgem
Maria é a mais bela resposta humana ao amor divino. Depois da encarnação tudo
nos vem por meio de Maria, já que ela nos deu Jesus. Agora ela o dá e o faz
crescer em cada uma das nossas almas, no seu papel insubstituível de Mãe.
Senhor Jesus, entrego-me a ti para ser entregue por inteiro, em ti e por
ti, ao Pai, no amor do Espírito Santo. A minha vontade seja aquela do Pai sobre
mim e que ela possa cumprir-se no suceder dos dias até o escopo final. (Escrito em julho de 1985, em
Varennes-sur-Allier).
A medida do nosso sofrimento constitui a medida da nossa ação nas almas.
Aos amigos, Jesus oferece a sua cruz. A cruz nos identifica com ele. Assim,
vive-se de tal modo nele e com ele, que as almas, entrando em contato conosco,
vão encontrar-se com Cristo (nota pessoal: aqui se vê que a alma do irmão marista já se encontra em
um caminho de grande perfeição e compreensão do que é ser, verdadeiramente,
discípulo de Cristo).
Jesus-Hóstia, centro da minha vida, prolonga a minha ação de graças em
toda a manhã e, na tarde, ele prepara a minha comunhão do dia seguinte. Cumpre
que faça de Jesus o meu amigo, o meu Irmão para a minha santidade de toda a minha
vida. Ele deve ser a minha respiração, a minha força. Assim, as almas de que me
encarreguei vão encontrá-lo mais segura e facilmente.
Deixar a paz de Cristo invadir-me sempre mais, no mais íntimo do meu
ser: devo ter paciência, bondade comigo, bondade com todos, em particular com
os jovens que o Senhor me confia. Virgem Maria, fazei-me instrumento de paz
para o mundo.” “Esforço particular, neste ano, para uma atenção mais especial
aos mais 'desfavorecidos' dos meus alunos. Desde o começo, procurar conhecer
cada um pelo seu nome. Adaptar melhor as minhas aulas, sobretudo aos mais
'carentes', como me pede Marcelino Champagnat. (Notre-Dame de l’Hermitage, julho de 1987.)
Oração
Ó Pai, o Irmão Henri Vergès deu a sua vida, no
seguimento de Jesus, na paciência do quotidiano, sempre disponível à vossa
vontade. No meio dos jovens, ele foi homem de fé e de bondade, servo dos mais
pobres e excluídos, testemunha autêntica do amor de Cristo. A seu exemplo,
fazei de nós homens e mulheres de diálogo com os nossos irmãos do Islã, na
discrição e no respeito.
Que a alegria pacificada e toda simples que
ele manifestava, fruto da sua simplicidade de vida e da sua proximidade a
Maria, habite em nós e atraia para o Vosso Reino muitos dos que pondes no nosso
caminho. Nós vo-lo pedimos por Jesus, Vosso Filho, Nosso Senhor e Nosso Irmão.
Amém.
Natal, 08 de maio de 2026.
REUNIÃO: FRATERNIDADE NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO, NATAL, 08 DE MAIO DE 2026.
Iniciamos as nossas atividades com a celebração
da Santa Missa pelo nosso capelão Monsenhor Virgílio, na capela do Colégio
Marista, junto à comunidade educativa do colégio e os irmãos.
Após este momento deslocamos para a residência dos
irmãos para partilharmos junto um café e logo em seguida nos deslocamos para
realização da nossa reunião fraterna, comumente encontrada em contextos
espirituais, marianos, Maria, Boa Mãe: morada de amor e ternura, focado no
acolhimento, dialogo, espiritualidade e apoio mútuo. Neste momento de partilha
de vida, dificuldades e esperanças.
Oração
Inicial: Abertura para conectar o grupo e colocar o
encontro nas mãos de Deus ou do alto.
Acolhimento: Boas-vindas calorosas a todos, especialmente ao dia das mães que se
aproxima.
Leitura e
Reflexão: Leitura do Calendário Religioso Marista 2026, uma
pequena reflexão do trecho do (evangelho, mensagens de esperança) que traga
conforto na nossa caminhada.
Partilha de
Vida/Diálogo: A nossa animadora abre um momento para os
participantes falarem sobre alegrias, desafios, experiências e angústias de
forma livre.
Assuntos da
Fraternidade (dia 04 de maio Dia Marista de Nossa Senhora Boa Mãe): Ainda tratamos sobre o nosso encontro regional em julho na Ilha de
Itamaracá, PE.
Convivência/encerramento:
Momento final,
oração agradecendo a Deus, a Nossa Boa Mãe e São Marcelinho Champagnat por mais
uma reunião e compartilhar cada vez mais a nossa missão em fraternidade.
Natal, 08 de maio de 2026.
Assessor de comunicação:
terça-feira, 31 de março de 2026
VIA SAGRA - 2026 - FRATERNIDADE NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO NATAL RN - MChFM.
“Pai, em tuas mãos eu entrego o meu
espírito” (Lucas 23,46)
A Quaresma se abre diante de você como um tempo
de graça, de silêncio interior e de retorno ao coração de Deus. É um caminho
que o convida à conversão sincera, a rever sua vida à luz do Evangelho e a
permitir que o amor de Cristo transforme suas atitudes, prioridades e obras.
Não é um tempo de tristeza, mas de esperança exigente: a esperança que nasce
quando você se deixa tocar pelo sofrimento do outro e responde com
misericórdia.
Nesse espírito, a Via-Sacra que hoje colocamos
em suas mãos quer ser muito mais do que uma devoção tradicional. É um caminho
percorrido junto aos missionários, sacerdotes, religiosas e comunidades cristãs
que hoje carregam a cruz da perseguição, da pobreza e do abandono. Em cada
estação ressoa o passo de Cristo que volta a cair na Síria, que é despojado de
tudo na Nigéria, que consola os seus na Ucrânia, que morre no silêncio de uma
prisão ou no exílio forçado. Ao rezá-la, você não caminha sozinho: caminha com
a Igreja que sofre e com Cristo que continua entregando a sua vida nela.
Esta Via-Sacra interpela você pessoalmente. Chama-o a não ser
indiferente à dor, mas a ser instrumento de reconciliação, de paz e de consolo
em um mundo ferido. Onde há ódio, você é chamado a semear amor; onde há
violência, a interceder com a oração; onde há desesperança, a sustentar com
gestos concretos. A cruz não é o fim do caminho, mas é o lugar onde o amor se
torna verdadeiro, custoso e fecundo.
Essa é também a missão da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN):
permanecer junto daqueles que carregam cruzes pesadas demais, sustentá-los com
a oração, a presença e a ajuda material necessária para que a fé não se apague.
Graças ao compromisso de pessoas como você, podemos acompanhar a Igreja
perseguida por meio do apoio a sacerdotes e seminaristas, da ajuda emergencial,
da reconstrução de templos, da formação pastoral e do consolo espiritual. Cada
gesto de generosidade torna possível que, mesmo em meio ao Calvário, a
esperança não morra.
Que este tempo de Quaresma, e esta Via-Sacra, o
ajudem a caminhar mais perto de Cristo e de nossos irmãos que sofrem. Que, ao
final do caminho, quando chegar a Páscoa, você possa dizer com verdade que não
passou adiante, mas que se deixou transformar pelo amor que salva o mundo.
Unidos na oração e na
missão.
Oração Inicial
“Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5)
Ó meu Jesus, preparo-me neste instante para
acompanhar-Vos em Vossa Via Sacra. Nela eu Vos encontrarei chagado, sem forças
e ensanguentado. Forte expressão usa a Escritura ao referir-se à Vossa Paixão:
“Eu porém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da
plebe” (Sl 21, 7). Muito diferente está Vossa Divina figura d’Aquela que os
Apóstolos contemplaram no Tabor, ou caminhando sobre as águas, ou curando os
enfermos. Nessa divina tragédia verei estampada a feiura e a maldade de meus
pecados. Aos Vossos pés deposito minhas misérias e peço-Vos perdão pela enorme
culpa que tenho em Vossos tormentos!
Recorro, para isso, à intercessão da Virgem
Dolorosa. Que Ela me cubra com seu maternal manto, auxiliando-me a unir-me a
Vós e também a abraçar a minha cruz. Amém.
Rezando a Via Sacra com Santo
Afonso de Ligório
Com estas
orações compostas por Santo Afonso Maria de Ligório, refaça conosco o mesmo
caminho que Nosso Senhor percorreu com a Cruz às costas, desde o pretório de
Pilatos até o monte Calvário.
A Via
Sacra é uma das mais antigas formas de se meditar a Paixão de Cristo. A expressão vem do latim e
significa “caminho sagrado”: literalmente falando, nada mais é que o trajeto
percorrido por Nosso Senhor com a Cruz às costas, desde o pretório de Pilatos,
onde foi condenado à morte, até o Calvário, onde foi crucificado.
Segundo uma piedosa
tradição, ninguém menos que a Virgem Maria teria dado início a este
santo exercício: após a morte de seu divino Filho, seja sozinha, seja em
companhia das santas mulheres, ela teria refeito constantemente a via
crucis, isto é, o “caminho da Cruz”.
Seguindo o exemplo de Nossa
Senhora, os fiéis da Palestina — e, no correr dos anos, numerosos peregrinos de
todos os lugares do mundo — procuraram visitar aqueles santos lugares, cobertos
pelo suor e pelo sangue de Jesus Cristo; e a Igreja, a fim de encorajar-lhes a
piedade, abriu a esses peregrinos seus tesouros de bênçãos espirituais.
Segundo uma
piedosa tradição, ninguém menos que a Virgem Maria teria dado início ao
exercício da Via Sacra.
Como, porém, nem todos podem ir
à Terra Santa, a Santa Sé autorizou que fossem erigidas, nas igrejas e nas
capelas de todo o mundo, cruzes, pinturas ou baixos-relevos representando as
tocantes cenas que se passaram na estrada verdadeira ao Calvário, em Jerusalém.
Ao permitir a construção dessas
“estações”, como são chamadas — e que tradicionalmente são em número de 14 —,
os Pontífices Romanos, que compreendiam toda a excelência e eficácia desta
devoção, se dignaram também enriquecê-las de todas as indulgências que advinham
de uma visita de verdade à Terra Santa.
Ainda hoje, segundo o Manual das
Indulgências, “concede-se
indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da via-sacra, piedosamente”,
levando-se em conta o seguinte (conc. 63):
i.“O piedoso exercício deve-se
realizar diante das estações da via-sacra, legitimamente eretas.
ii.
Requerem-se
catorze cruzes para erigir a via-sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar
outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de
Jerusalém.
iii.
Conforme o
costume mais comum, o piedoso exercício consta de catorze leituras devotas, a
que se acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa meditação só da
Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada
estação.
iv.
Exige-se o
movimento de uma para a outra estação. Mas, se a via-sacra se faz publicamente
e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que
o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em
seus lugares.”
Essa indulgência pode, ainda,
ser lucrada todos os dias do ano e aplicar-se aos defuntos
como sufrágio.
Se sempre devemos meditar os
sofrimentos de nosso Redentor, a Quaresma, porém, é um tempo ainda mais
propício para isso, especialmente nas suas duas últimas semanas,
tradicionalmente denominadas de “Tempo da Paixão”.
Oração inicial. — Senhor Jesus Cristo, vós com tanto amor entrastes nesta via para
morrerdes por mim; eu, porém tantas vezes vos desprezei! Agora, de toda a minha
alma vos amo e, porque vos amo, arrependo-me do fundo do coração de ter-vos
ofendido. Perdoai-me e permiti que vos acompanhe nesta via. Vós, por amor a
mim, caminhais para o lugar em que por mim haveis de morrer, e eu também, por
amor a vós, desejo acompanhar-vos para convosco morrer, amantíssimo Redentor. Ó
meu Jesus, desejo convosco viver e morrer!
1.ª Estação — Jesus é condenado à morte
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como Jesus Cristo, já flagelado e
coroado de espinhos, foi por fim injustamente condenado à morte por Pilatos.
Oração. — Ó Jesus adorável, não foi Pilatos, mas minha vida iníqua que vos
condenou à morte. Pelo mérito deste tão penoso itinerário, no qual entrais rumo
ao monte Calvário, peço-vos que benignamente me acompanheis no caminho pelo
qual minha alma se dirige à eternidade. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, mais do que
a mim mesmo, e do fundo do coração me arrependo de ter-vos ofendido. Não
permitais que eu novamente me separe de vós. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei
de mim o que quiserdes. O que vos for agradável também o será para mim.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
A morrer crucificado,
Teu Jesus é condenado
Por teus crimes, pecador.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
2.ª Estação — Jesus carrega a Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como Jesus Cristo, levando a Cruz aos
ombros, lembrava-se no caminho de oferecer por nós ao Pai eterno a morte que
havia de sofrer.
Oração. — Ó amabilíssimo Jesus, abraço todas as adversidades que, por vossa
vontade, hei de tolerar até a morte e, pelo duro sofrimento que suportastes
carregando a Cruz, peço-vos que me deis forças para que também eu possa
carregar, com ânimo forte e paciente, minha própria cruz. Amo-vos, ó Jesus, meu
Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que novamente me separe
de ti. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Com a Cruz é carregado,
E do peso acabrunhado,
Vai morrer por teu amor.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
3.ª Estação — Jesus cai pela primeira vez
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos a primeira queda de Jesus sob o peso
da Cruz. Tinha Ele a carne, por causa da cruenta flagelação, ferida de muitos
modos e a cabeça coroada de espinhos; derramara ainda tanto sangue, que mal
podia mover os pés por falta de forças. E porque era oprimido pelo grave peso
da Cruz e açulado sem clemência pelos soldados, por isso aconteceu-lhe de cair
muitas vezes por terra ao longo do caminho.
Oração. — Ó meu Jesus, não é o peso da Cruz, mas o dos meus pecados que de
tantas dores vos cobre. Rogo-vos, por esta vossa primeira queda, que me
protejais de toda queda em pecado. Amo-vos, ó Jesus, de todo o meu coração;
arrependo-me de ter-vos ofendido. Não me permitais novamente cair em pecado.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Pela Cruz tão oprimido,
Cai Jesus, desfalecido,
Pela tua salvação.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
4.ª Estação — Jesus se encontra com sua Mãe
dolorosa
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como deve ter sido o encontro, neste
caminho, do Filho e da Mãe. Jesus e Maria se olharam entre si, e os olhares
mudos que trocaram foram outras tantas setas a atravessar o coração amante de ambos.
Oração. — Ó amantíssimo Jesus, pela dor acerba que experimentastes neste
encontro, tornai-me, eu vos peço, verdadeiramente devoto de vossa Mãe
santíssima. E vós, ó minha dolorosa Rainha, intercedei por mim e alcançai-me
uma tal memória dos suplícios de vosso Filho, que minha mente esteja para
sempre detida na piedosa contemplação deles. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor;
arrependo-me de ter-vos ofendido. Não me permitais novamente pecar contra vós.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
De Maria lacrimosa,
No encontro lastimosa,
Vê a imensa compaixão.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
5.ª Estação — O Cirineu ajuda Jesus a carregar a
Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como os judeus obrigaram Simão de
Cirene a carregar a Cruz atrás do Senhor, vendo Jesus quase expirar a cada
passo devido ao cansaço e temendo, por outra parte, que morresse no caminho
aquele que queriam ver pregado à Cruz.
Oração. — Ó dulcíssimo Jesus, não quero, como o Cirineu, repudiar a Cruz. De bom
grado a abraço e tomo sobre mim; abraço especialmente a morte que para mim
estabelecestes, com todas as dores que ela trará consigo. Uno minha morte à
vossa e, assim unida, ofereço-a a vós em sacrifício. Vós morrestes por amor a
mim; quero também eu morrer por amor a vós, com a intenção de vos agradar. Vós,
porém, ajudai-me com a vossa graça. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me
de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor
perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Em extremo desmaiado,
Teve auxílio, tão cansado,
Recebendo o Cireneu.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
6.ª Estação — Verônica limpa com um sudário o rosto
de Jesus
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como aquela santa mulher Verônica,
vendo Jesus abatido pelas dores, com o rosto banhado em suor e sangue,
estendeu-lhe um pano em que, purificada a face, Ele deixou impressa sua imagem.
Oração. — Ó meu Jesus, formosa era antes a vossa face; mas agora não aparece
assim, tão deformada está por feridas e sangue! Ai de mim, como era formosa
também minha alma, quando recebi a vossa graça pelo Batismo: mas, pecando,
tornei-a disforme. Vós somente, meu Redentor, lhe podeis restituir a antiga
beleza. Para que o façais, rogo-vos pelo mérito de vossa Paixão. Amo-vos, ó
Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu
novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que
quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
O seu rosto ensanguentado,
Por Verônica enxugado,
Eis, no pano, apareceu.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
7.ª Estação — Jesus cai pela segunda vez
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos a segunda queda de Jesus sob o peso da
Cruz, na qual se lhe aprofundam todas as chagas da venerável cabeça e de todo o
corpo, e se renovam todas as angústias do doloroso Senhor.
Oração. — Ó
mansíssimo Jesus, quantas vezes me concedestes o perdão! Eu, porém, recaí nos
mesmos pecados e renovei minhas ofensas contra vós. Pelo mérito desta vossa
nova queda, ajudai-me a perseverar em vossa graça até a morte. Fazei, em todas
as tentações que avançarão contra mim, que em vós sempre me refugie. Amo-vos de
todo o meu coração, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não
permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de
mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Outra vez desfalecido,
Pelas dores abatido,
Cai por terra o Salvador.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
8.ª Estação — Jesus fala às mulheres de Jerusalém
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como estas mulheres, vendo Jesus morto
de cansaço e coberto de sangue, são tocadas de comiseração e choram
copiosamente. Mas, voltando-se a elas, Ele diz: “Não choreis por mim; antes,
chorai por vós mesmas e por vossos filhos”.
Oração. — Ó doloroso Jesus, choro os pecados que cometi contra vós, não só pelas
penas de que me fizeram digno, mas sobretudo pela tristeza que vos causaram a
vós, que tanto me amastes. Ao choro me move menos o inferno que o amor a vós. Ó
meu Jesus, amo-vos mais do que a mim mesmo; arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei
de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Das mulheres piedosas,
De Sião filhas chorosas,
É Jesus consolador.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
9.ª Estação — Jesus cai pela terceira vez
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos a terceira queda de Cristo sob o peso
da Cruz. Caiu porque era demasiada a sua fraqueza e excessiva a crueldade dos
algozes, que lhe queriam acelerar a marcha, embora Ele mal pudesse dar um passo.
Oração. — Ó Jesus tão maltratado, pelo mérito desta falta de forças que
quisestes padecer no caminho do Calvário, confortai-me, eu vos peço, com tanto
vigor, que já não tenha respeito algum às opiniões dos homens e domine minha
natureza viciosa: porque ambas as coisas foram a causa por que desprezei
outrora a vossa amizade. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, de todo o meu coração;
arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Cai, terceira vez, prostrado,
Pelo peso redobrado
Dos pecados e da Cruz.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
10.ª Estação — Jesus é espoliado de suas vestes
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos com que violência arrancaram as vestes
a Cristo. Como o traje interior estivesse muito pegado à carne, aberta pelos
flagelos, os carnífices, ao puxarem-lha, rasgaram-lhe também a pele. Tenhamos
compaixão de Nosso Senhor e lhe falemos assim:
Oração. — Ó inocentíssimo Jesus, pelo mérito da dor que padecestes nesta
espoliação, ajudai-me, eu vos peço, a despir-me de todo afeto às coisas criadas
e, com toda a inclinação de minha vontade, converter-me somente a vós, que sois
tão dignos do meu amor. Amo-vos de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos
ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós
e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Dos vestidos despojado,
Por algozes maltratado,
Eu vos vejo, meu Jesus.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
11.ª Estação — Jesus é pregado à Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como Jesus é arremessado sobre a Cruz
e, de braços estendidos, oferece sua vida ao Pai eterno em sacrifício pela
nossa salvação. Os carnífices o pregam à Cruz e, depois de erguerem esta,
deixam-no levantado num infame patíbulo, abandonado a uma morte cruel.
Oração. — Ó Jesus tão desprezado, pregai meu coração aos vossos pés, para que,
com vínculo de amor, eu permaneça sempre a vós ligado e jamais seja de vós
separado. Amo-vos mais do que a mim mesmo, arrependo-me de ter-vos ofendido.
Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei
de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Sois por mim na Cruz pregado,
Insultado, blasfemado,
Com cegueira e com furor.
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
12.ª Estação — Jesus morre na Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos Jesus preso à nossa Cruz. Após três
horas de luta, consumido enfim pelas dores, Ele deu o corpo à morte e, de cabeça
inclinada, entregou o espírito.
Oração. — Ó Jesus morto, movido por
íntimos afetos de piedade, beijo esta Cruz em que vós, por minha causa,
cumpristes o curso de vossa vida. Pelos pecados cometidos, mereci uma morte
infeliz; mas vossa morte é minha esperança. Pelos méritos de vossa morte,
concedei-me, peço-vos, que, abraçado aos vossos pés e abrasado de amor por vós,
eu entregue um dia meu espírito. Amo-vos de todo o meu coração; arrependo-me de
ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor
perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Por meus crimes padecestes,
Meu Jesus, por mim morrestes,
Oh, quão grande é minha dor!
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
13.ª Estação — Jesus é descido da Cruz
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como dois dos discípulos de Jesus,
José e Nicodemos, o tiram exânime da Cruz e o colocam nos braços de sua Mãe
dolorosa, que recebe o Filho morto com grande amor e o abraça ternamente.
Oração. — Ó Mãe das Dores, pelo amor com que amais o vosso Filho, recebei-me
como servo vosso e rogai a Ele por mim. E vós, ó meu Redentor, porque por mim
morrestes, fazei, benignamente, com que eu vos ame; a vós somente desejo nem
quero nada fora de vós. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos
ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós
e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
Do madeiro vos tiraram
E à Mãe vos entregaram
Com que dor e compaixão!
Pela Virgem dolorosa,
Vossa Mãe tão piedosa,
Perdoai-me, meu Jesus.
14.ª Estação — Jesus é sepultado
℣. Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
℟. Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Contemplemos como os discípulos levam Jesus exânime
ao lugar da sepultura. Triste, a Mãe os acompanha e com as próprias mãos
acomoda o corpo do Filho à sepultura. Fecha-se este, enfim, e todos vão-se
embora.
Oração. — Ó Jesus sepultado, beijo esta pedra que vos acolheu; mas, após três
dias, haveis de ressurgir! Por vossa ressurreição, fazei-me, eu vos peço,
ressurgir glorioso convosco no último dia e ir para o Céu, onde, unido a vós
para sempre, vos hei de louvar e amar por toda a eternidade. Amo-vos e
arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda.
Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
No sepulcro vos deixaram,
Sepultado, vos choraram,
Magoado o coração.
Meu Jesus, por vossos passos,
Recebei em vossos braços
A mim, pobre pecador.
Oração final
a Jesus crucificado. — Eis-me aqui, ó meu bom e dulcíssimo Jesus!
Humildemente prostrado de joelhos em vossa presença, peço e suplico-vos, com
todo o fervor de minha alma, que vos digneis gravar em meu coração os mais
vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, de verdadeiro arrependimento de
meus pecados, e um firme propósito de emendar-me, enquanto vou considerando,
com vivo afeto e dor, as vossas cinco chagas, tendo presentes as palavras que
já o profeta Davi punha em vossa boca, ó bom Jesus: “Transpassaram minhas mãos
e os meus pés e contaram todos os meus ossos” (Sl 21, 17).
A Nossa
Senhora das Dores. — Ó Mãe das Dores, Rainha dos mártires, que
tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira
contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida. Mãe, pela dor que
experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos,
inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me
alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de
amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida à
eternidade. E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem
para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso
divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema, e assim direi: Jesus e
Maria, entrego-vos a minha alma. Amém.
Natal, 31 de março de 2026.
irineumaciel@hotmail.com





.jpg)


.jpg)
.jpg)


.jpg)









.jpg)

.jpg)










